Penfolds, É um dos produtores mais icónicos da Australia. Foi fundado em 1844, em Magill arredores de Adelaide, por Dr. Christopher Rawson Penfolds e sua esposa Mary Penfolds. Inicialmente o vinho era produzido para fins medicinais, uma vez que na época havia a crença que ajudava na súde dos pacientes.
Em 1870 com a morte do Dr. Christopher, a sua esposa assumiu a empresa e expandiu o negócio, algo notável para uma mulher à época.
No inicio do século XX, a Penfolds tornou-se um dos maiores produtores da Austrália, especialmente em vinhos fortificados, muito populares na época.
Em 1948, a Penfolds muda a drásticamente com a contratação do Enólogo Max Schubert e assume uma identidade moderna.
A Penfolds atinge um novo auge com o nascimento do Grange. Durante uma viagem á Europa, Schubert inspirou-se nos grandes vinhos de Bordéus e decidiu criar um vinho capaz de envelhecer por várias décadas, assim surge o Grange Hermitage da casta Shiraz maioritariamente. Schubert foi duramente criticado e a direção ordenou a interrupção da sua produção, mas Schubert foi fiel á sua convicção e manteve a sua produção em sigilo. Anos mais tarde Grange foi reavaliado e tornou-se o vinho mais famoso da Austrália e hoje considerado um ícone mundial.
A Penfolds marcou um estilo, primando pela inovação, consistência e qualidade, acima da expressão de terroir, uma vez pioneiros no blend multirregional e criou vários vinhos emblemáticos como Bin 389, Bin 407, Bin 28 e St Henri.
Atualmente a Penfolds integra um grupo Treasury Wine Estates e produz vinhos na Austrália, Estados Unidos, França e China.
Penfolds Bin 169 Coonawarra Cabernet Sauvignon 2019, Criado para refletir uma abordagem contemporânea da vinificação, enfatizando tanto a regionalidade como a maturação do cabernet sauvignon em carvalho francês de grão fino. Um estilo que é imediatamente Penfolds, ao mesmo tempo que ilustra a sua contínua busca por diversidade e separação de estilos. Um reflexo clássico da região e um testemunho do longo compromisso da Penfolds com as vinhas de Coonawarra.
Notas de Prova: Justo, fino e concentrado. Os frutos são imediatamente e descaradamente revelados – amora vermelha, ameixas vermelhas, caqui. Dotado de uma estrutura e definição escultóricas, mas deixando os sabores à vontade… um toque de fava de baunilha e pó de tijolo vermelho de Coonawarra e traços de giz, e atrever-nos-íamos a dizer – calcário! Fresco com os taninos finos e sedosos… alongando-se de forma intrigante no final de boca. Requer paciência, como muitas vezes acontece com o desejo pelo cabernet sauvignon de Coonawarra!