António Maçanita, Pai açoriano, mãe alentejana. De três filhos, dois estão ligados ao vinho: os enólogos António e Joana Maçanita. Ambos nascidos em Lisboa, “mas nunca senti que fosse de Lisboa”, confessa António, enquanto explica que as férias de infância passadas nos Açores desenvolveram, nele e nos irmãos, uma forte sensação de pertença ao arquipélago, que acabaria por ter influência no seu futuro.
Foi em São Miguel que o enólogo António Maçanita cresceu com uma forte ligação ao mar e às atividades marítimas,António Maçanita, começou no mundo dos vinhos em 2000, nos Açores, mas é só em 2004, com 23 anos, que faz o primeiro vinho.
Onde outros não veem futuro, António Maçanita vê desafio.
É talvez nos Açores que a revolução é mais visível, as uvas açorianas são hoje as mais caras de Portugal. É nos Açores que António Maçanita trava a batalha para que se legalize a utilização de vinhas de cheiro (vinhas constituídas por híbridos, mas que são há 170 anos parte da comunidade, cultura e religião dos habitantes dos Açores). Como as descreve António Maçanita, num visível orgulho e entusiasmo “vinhas lindas, algumas com mais de 150 anos”.
António Maçanita produz vinhos em quatro regiões diferentes, criou três projetos de produção própria, através da sua empresa de consultoria apoia atualmente quatro produtores, e lança no mercado, anualmente, mais de 50 rótulos de assinatura.
Os vinhos António Maçanita são produzidos em diferentes regiões, mas com um fio condutor bastante firme: a recuperação histórica e a valorização das características inerentes das castas e regiões, não seguindo modas, mas sim criando-as, às vezes, sem querer. Nos vinhos de António Maçanita e na sua produção, é clara a sua dedicação ao terroir e ao desenvolvimento local sustentável.
O projeto da Azores Wine Company baseia-se na enorme singularidade, exclusividade e história dos vinhos dos Açores. Os fundadores da Azores Wine Company desconfiavam que existia um grande potencial de qualidade tendo em conta as castas, o terroir e os vinhos já existentes. Este projeto confirmou que ao juntar os seus conhecimentos à experimentação das suas desconfianças, resultam vinhos colocados num patamar que ninguém se atreveria a sonhar para a Região dos Açores há bem pouco tempo.
O Verdelho é uma casta autóctone dos Açores, distinta dos “Verdelhos” do continente e partilhada com a vizinha Madeira. elas. Este Verdelho é “o Original”, o das ilhas, o da frescura, o da salinidade, o da mineralidade e do perfume único que fez o Verdelho ser... O Verdelho!Verdelho O Original 2024, Não é O Verdelho-Gouveio, não é o Verdelho-Verdejo, é o Verdelho-Verdelho, o Original.
Notas de Prova: Cor amarelo citrino. Aroma fresco, mineral e salino, tem a matriz das castas e Terroir Açorianos, mas com um aroma mais exuberante, mais tropical, mais ananás e maracujá açorianos, de fruta fresca com acidez.